O Projeto Forte Mais Gestão, desenvolvido pelo Instituto Federal do Pará (IFPA), campus Santarém, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), iniciou uma série de ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar em comunidades do Baixo Amazonas.
Com atuação direta em Santarém, Óbidos, Alenquer, Oriximiná, Mojuí dos Campos, Placas, Rurópolis e Uruará, a equipe realizou visitas técnicas aos empreendimentos para identificar demandas e traçar um diagnóstico inicial. Ao todo, 21 organizações foram atendidas, entre associações, cooperativas e agroindústrias.

Um dos principais obstáculos encontrados foi a ausência do Cadastro da Agricultura Familiar (CAF). Segundo a coordenação do projeto, cerca de 70% das organizações ainda não possuem o documento, o que impede o acesso a políticas públicas específicas. Para resolver essa situação, foi firmada parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), e as primeiras ações de orientação sobre o CAF já estão agendadas para julho.
De acordo com a professora Carmem Leal, coordenadora do projeto, a fase de diagnóstico técnico está praticamente concluída. “A partir da análise dos relatórios recebidos, estamos construindo um plano de trabalho para cada empreendimento, com base nas necessidades identificadas”, afirma.
Além da regularização documental, o levantamento apontou a necessidade de capacitações nas áreas de administração financeira, gestão organizacional e identidade visual. Esses temas devem integrar o próximo ciclo de atividades, com formações previstas ainda neste segundo semestre.
No campo da articulação regional, o projeto também participou da construção do Fórum de Economia Solidária do Baixo Amazonas. O estatuto da entidade foi aprovado no dia 13 de junho, com participação direta das equipes envolvidas no Forte Mais Gestão. Para a coordenação, a formalização do fórum amplia o espaço de diálogo entre os empreendimentos e fortalece o setor.
Estudantes do IFPA participam das atividades como bolsistas e têm a oportunidade de atuar diretamente com as comunidades atendidas. Segundo Carmem, a iniciativa tem papel importante na formação de futuros agentes de desenvolvimento local. “Com os recursos do MDA, conseguimos estruturar uma equipe capaz de acompanhar de perto os desafios do território e contribuir com soluções concretas”, afirma.
Confira os empreendimentos atendidos pelo projeto:
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Associação dos Agricultores e Extrativistas do Ramal São Pedro (Óbidos)
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Associação dos Povos Indígenas Trombetas-Mapuera/Apitma (Oriximiná)
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Associação dos Moradores do Bairro Pérola do Maicá (Santarém)
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Associação dos Produtores Rurais de Santarém
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Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Santarém (AMTR)
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Associação Comunitária dos Criadores e Trabalhadores Rurais Agroextrativistas da Comunidade de Alto Jari (Santarém)
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Associação dos Agricultores da Vila Camburão (Alenquer)
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Associação das Mulheres Agricultoras Familiares de Mojuí dos Campos (Flores do Campo)
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Associação Comunitária Panorama (Placas)
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Associação Tapajós Orgânicos (Santarém)
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Agroindústria Samaúma (Santarém)
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Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará – Acosper (Santarém)
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Cooperativa da Agricultura Familiar de Mojuí dos Campos – Coofam
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Cooperativa Agrícola Mista de Produtores do Oeste do Pará – Ccampo
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Cooperativa dos Produtores da Agricultura Familiar de Santarém – Coopafs
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Cooperativa de Trabalho dos Produtores da Agricultura Familiar de Rurópolis
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Cooperativa de Mulheres Dom Oscar Romero Agroindústria – Comdoru Fruits (Uruará)
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Cooperativa de Turismo e Artesanato da Floresta – Turiarte (Santarém)
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Cooperativa dos Produtores da Agricultura Familiar da Comunidade Boa Esperança – Coopboa
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Cooperativa Mista Agroextrativista do Tapajós – Coomaplas
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Cooperativa de Pescadores e Produtores Rurais da Região do Urucurituba – Várzea de Santarém















































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