A nova sede do Instituto Igarapé Nhamundá foi entregue em Oriximiná, no oeste do Pará, com o objetivo de fortalecer as ações de preservação do peixe-boi da Amazônia e ampliar o alcance de iniciativas ambientais na região. A estrutura passa a dar suporte às atividades do projeto SOS Peixe-Boi da Amazônia, que atua no resgate, reabilitação e proteção da espécie, considerada símbolo da biodiversidade amazônica.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) e a empresa Alcoa, dentro do programa Regulariza Pará. Na avaliação do médico-veterinário do Museu Paraense Emílio Goeldi e apoiador do Instituto Igarapé Nhamundá, Messias Costa, a iniciativa também contribui para ampliar a consciência ambiental nas comunidades. “Quando se investe em conservação, educação ambiental e no envolvimento das comunidades, o resultado vai muito além do resgate de uma espécie. Estamos formando uma cultura de cuidado com a natureza, mostrando às crianças, aos jovens e às famílias que preservar é também garantir futuro, qualidade de vida e sustentabilidade para todos. O peixe-boi é um símbolo desse compromisso, mas a mensagem é mais ampla: proteger a fauna e os rios é proteger a própria Amazônia”, disse.
Além da sede, também foram implementadas outras ações, como uma base flutuante para aclimatação de animais resgatados e a produção de materiais educativos voltados à conscientização ambiental, desenvolvidos em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi. Ao todo, os investimentos superam R$ 860 mil, sendo a maior parte destinada diretamente ao projeto de conservação. “Recebemos essa entrega com muita gratidão, porque ela vai beneficiar toda a comunidade e fortalecer ainda mais o nosso trabalho em defesa do peixe-boi e da biodiversidade da região. Somos muito agradecidos à Semas e ao secretário Rodolpho por toda a articulação que tornou possível transformar esse sonho em realidade. Essa parceria nos dá mais estrutura, mais dignidade para trabalhar e mais condições de ampliar as ações junto às famílias e aos voluntários que caminham conosco”, afirmou a presidente do Instituto Igarapé Nhamundá, Maria Cristina.

De acordo com o governo do estado, a iniciativa busca integrar preservação ambiental e desenvolvimento sustentável, com participação direta das comunidades locais. Moradores da região, especialmente pescadores, são considerados peças-chave nas ações de proteção, por meio de práticas como os Acordos de Pesca, que regulamentam o uso dos recursos naturais. “O Instituto Igarapé Nhamundá cumpre um papel estratégico para a conservação da fauna amazônica e para o fortalecimento das comunidades da região. Apoiar essa estrutura é fortalecer também o projeto SOS Peixe-Boi da Amazônia, que tem grande relevância socioambiental, e reconhecer que a proteção da biodiversidade passa pelo envolvimento direto de quem vive no território. Os pescadores, por exemplo, são os maiores guardiões dos rios, da floresta e da fauna, e os Acordos de Pesca têm mostrado como esse protagonismo comunitário é essencial para preservar e usar os recursos naturais de forma sustentável”, destacou.
Durante a agenda, também foi oficializado um Acordo de Cooperação entre a Semas e o Instituto Igarapé Nhamundá, com validade de quatro anos. O documento prevê apoio técnico e estrutural, além da ampliação de projetos voltados à conservação da fauna silvestre, educação ambiental e uso sustentável dos recursos naturais.
Especialistas envolvidos no projeto destacam que ações desse tipo têm impacto que vai além da preservação de uma única espécie, contribuindo para a formação de uma cultura de cuidado com o meio ambiente e para a melhoria da qualidade de vida das comunidades da região.















































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