Comunidades quilombolas de Oriximiná, no oeste do Pará, têm avançado na organização da produção de alimentos e na gestão coletiva das atividades. Com unidades de beneficiamento mais estruturadas, os grupos registram melhorias na qualidade dos produtos, maior autonomia e melhores condições para acessar mercados.
Os resultados são associados a uma agenda técnica realizada em março, com apoio do Programa Florestas de Valor, do Imaflora, financiado pela Petrobras. As ações concentraram-se no fortalecimento da produção agroextrativista e na qualificação das estruturas já existentes no território.

Na comunidade Boa Vista do Cuminã, a revisão do regimento interno da Unidade de Beneficiamento de Alimentos (UBA) estabeleceu regras mais claras para o uso compartilhado do espaço. A medida contribui para ampliar a organização, a transparência e a capacidade de gestão das associações locais.
Outro avanço foi a atualização do termo de cooperação entre a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombo Área Trombetas (ACORQAT) e o Imaflora. O acordo reforça a segurança jurídica das ações e alinha o planejamento às demandas definidas pelas próprias comunidades.
As melhorias também alcançaram a infraestrutura. As unidades de beneficiamento de Boa Vista do Cuminã e Varjão passaram por adequações sanitárias e manutenção, o que garante melhores condições para o processamento de alimentos. A revisão dos sistemas de energia solar trouxe mais estabilidade às operações e reduziu o risco de interrupções na produção.
No campo, o monitoramento dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) já implantados tem orientado ajustes nas práticas produtivas. Os dados indicam viabilidade de modelos que combinam diversidade de culturas, recuperação do solo e geração de renda.
O aumento do interesse das comunidades na retomada de áreas produtivas e na implantação de novas unidades demonstrativas reforça a consolidação desse modelo como estratégia econômica local. Com os avanços, as comunidades passam a contar com estruturas mais seguras, maior capacidade de planejamento e melhores condições de negociação, fortalecendo as cadeias da sociobiodiversidade na região.
Com informações do g1 Santarém e Região














































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