Mulheres de diferentes comunidades dos municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro, no oeste do Pará, participaram de oficinas de inclusão digital realizadas durante o mês de julho. A iniciativa teve como objetivo capacitar as participantes para o uso seguro e eficiente de ferramentas digitais, com foco em habilidades como navegação na internet, criação de e-mails, utilização de redes sociais e divulgação de produtos e serviços.
As oficinas foram promovidas pela Mineração Rio do Norte (MRN), em parceria com a Associação das Organizações de Mulheres Trabalhadoras do Baixo Amazonas (AOMT-BAM), e integram o Projeto Rede Empreendedora de Mulheres Amazônidas. A proposta é fortalecer o protagonismo feminino nas comunidades, ampliar o acesso à informação e impulsionar a geração de renda e a autonomia das mulheres por meio da tecnologia.


A experiência também impactou Beane Leal, da Comunidade Aibi, em Faro. “Eu aprendi a fazer coisas que não sabia, como convites, atas e manusear o computador. Antes, eu só usava o celular para ligar e mandar áudio. Hoje aprendi a compartilhar conteúdo e isso foi muito importante pra mim”, relatou.
Segundo Ana Sampaio, representante da AOMT-BAM, a ação representa um passo importante na valorização do trabalho das mulheres. “O principal objetivo das oficinas é o fortalecimento econômico das mulheres através da inclusão digital, ampliando suas redes de atuação econômica. A recepção foi calorosa, com número de inscritas acima do esperado e muita vontade de aprender”, destacou.
A formação foi voltada para lideranças e moradoras das comunidades quilombolas de Serrinha, Jamari, Boa Vista e Cuminã, no Alto Trombetas, em Oriximiná. Também participaram mulheres das comunidades ribeirinhas Ajará, Casinha e Tapixaua, do PAE Sapucuá (Oriximiná), além das comunidades Paraíso, Cabeceira dos Cláudios, Chuedá, Alema, Nascimento, Jamari e Serra, em Terra Santa. No município de Faro, participaram representantes das comunidades Pocó, Inchá, Mabaia, Boa Vista, Aibi I e Aibi II.
De acordo com Elessandra Corrêa, gerente de Relações Comunitárias da MRN, a iniciativa está alinhada com as diretrizes de responsabilidade social da empresa. “A MRN decidiu apoiar as oficinas de inclusão digital por reconhecer a importância da equidade de gênero e do acesso à informação como pilares do desenvolvimento social. Essa é uma oportunidade de formação e geração de renda, que fortalece a autonomia, a autoconfiança e o empoderamento feminino. A ação reforça nosso compromisso com os direitos humanos e com o pilar social da agenda ESG, contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva”, afirmou.
As oficinas encerram o ciclo de formações de julho com resultados positivos e a perspectiva de continuidade, ampliando as oportunidades para que mais mulheres possam utilizar a tecnologia como ferramenta de transformação social e econômica em seus territórios.













































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