Uma capacitação preparatória para agentes ambientais na Floresta Estadual (Flota) do Trombetas, Unidade de Conservação (UC) de uso sustentável, foi realizada em Óbidos, nos dias 20 e 21 de junho, pela Associação Mista Agrícola Extrativista dos Moradores da Comunidade Jamaracaru e Região (Acaje).
Na primeira etapa, foram realizadas oficinas em documentos oficiais e a implantação de geotecnologias em cartografia básica e Sistema de Posicionamento Global (GPS), com fomento do Legado Integrado da Região Amazônica (Lira), iniciativa do Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê).
Divulgação/ASCOM-PMO
Participaram da formação militares da 1ª Companhia Independente de Polícia Ambiental (CIPAmb), técnicos do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Óbidos, e extrativistas da Flota Trombetas.
Alberto Sampaio, um dos diretores da entidade que representa 240 castanheiros que atuam na região, ressalta que o projeto é essencial para melhorar as atividades de extrativismo em harmonia com a natureza, mantendo a floresta em pé. “É uma das nossas vertentes, manter em pé a floresta, os nossos castanhais, cumaruzais e copaibais, de onde nós tiramos o nosso sustento. E também vamos poder fazer a defesa e a proteção dos territórios dos nossos coirmãos indígenas”, pontuou.
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O objetivo das oficinas foi fortalecer a Acaje, melhorando a capacidade de interlocução dos comunitários junto ao poder público e parceiros, desenvolvendo capacidades para melhorar a governança da Associação junto ao território e na formação básica de agentes ambientais comunitários para apoiar na gestão e proteção territorial dos recursos da sociobiodiversidade.
A iniciativa, além de fortalecer a cadeia produtiva, vai impulsionar a produção, segundo a avaliação de Ronaldson Farias, gerente da unidade de conservação. “É de extrema importância para o desenvolvimento dessa região, haja vista que essa é uma unidade de uso sustentável. Tem tudo para melhorar as condições de vida da população com uma maior capacidade de produção sustentável, principalmente com a implantação dos agentes ambientais”, frisou.
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A Prefeitura de Óbidos é um dos principais atores das ações de incentivo à preservação da Flota e de desenvolvimento da Acaje, em parceria com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e o Ideflor-Bio.
Em setembro de 2021, o prefeito Jaime Silva, durante a interdição dos castanhais por conta da pandemia da Covid-19, garantiu apoio ao projeto que terá duração de 18 meses com a realização de capacitações, treinamentos e compra de equipamentos para a implantação de práticas que garantam a subsistência das famílias da região e a preservação do território.
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O titular da Semma, Diego Ferreira, que participou da capacitação, ressaltou a importância de usar a tecnologia a favor da preservação do Meio Ambiente.
“Não podemos deixar de entender que por mais distante que esteja da sede do município, no meio da floresta, temos a tecnologia para auxiliar. Hoje é possível capacitar as pessoas dentro da mata para o uso de GPS, drone, ferramentas que antes jamais se pensava em usar para ajudar na proteção dos territórios. Por isso, a Secretaria de Meio Ambiente de Óbidos aposta no uso dessas tecnologias e está à disposição das comunidades para prestar o auxílio necessário”, disse o secretário.
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A Flota
A Flota do Trombetas está situada na margem esquerda (Calha Norte) do rio Amazonas, no Estado do Pará, e abrange parte do território dos municípios de Oriximiná (88%), Óbidos (11%) e Alenquer (1%). A UC integra um amplo conjunto de Áreas Protegidas no Estado do Pará, que inicia com a Flota de Faro, Terra Indígena (TI) Nhamundá-Mapuera e Trombetas-Mapuera, na fronteira com o Estado do Amazonas; segue na parte central pela Estação Ecológica (Esec) do Grão-Pará, Flota do Trombetas, Reserva Biológica (Rebio) do Rio Trombetas, Terras Quilombolas do Alto Trombetas e Erepecuru, Floresta Nacional (Flona) Saracá-Taquera, TI Tumucumaque, TI Rio Paru d’Este, TI Zo’é, Flona de Mulata e Rebio Maicuru; e finaliza com a Flota do Paru e Esec do Jari, na fronteira com o Estado do Amapá.
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