Estudantes de Oriximiná são finalistas da 24ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, uma das maiores mostras de iniciação científica da educação básica no país. O evento começou na segunda-feira (16) e segue até o dia 20 de março, no campus da Universidade de São Paulo, no bairro do Butantã.

Os projetos selecionados foram desenvolvidos por alunos da Escola Estadual Padre José Nicolino de Souza e abordam temas que vão da inovação tecnológica ao conhecimento tradicional amazônico, com foco em sustentabilidade ambiental.

Entre os destaques, dois trabalhos da área de engenharia chamam atenção pela proposta inovadora. O projeto “Sensores Biomiméticos para Monitoramento Ambiental” foi desenvolvido pelos estudantes Maria Clara Oliveira dos Santos, Amanda Sofia Portilho da Cunha e Yuri Cauã Lira Costa, sob orientação da professora Andreza Maria Santos de Oliveira e coorientação de Felipe Gato Carvalho. A pesquisa investiga a criação de sensores inspirados em estruturas da natureza para aplicação em sistemas de monitoramento ambiental.

Outro projeto finalista é “Tinta Solar Fotossintética com Pigmentos Naturais da Amazônia”, elaborado pelos estudantes Maysa Lorrana Franco Lavôr, Maria Sophia Brito Franco e Heitor Calderaro Nunes, também sob orientação da professora Andreza Maria Santos de Oliveira. O estudo explora o uso de pigmentos naturais da região amazônica no desenvolvimento de superfícies com capacidade de geração de energia solar.
A estudante Amanda Portilho, da 2ª série do ensino médio, destaca a expectativa para a participação na feira. “Participar da Febrace é uma oportunidade única de compartilhar nosso projeto com estudantes e professores de todo o Brasil. Trabalhamos muito para chegar até aqui e a experiência tem sido de muito aprendizado. A feira mostra que a ciência e a tecnologia também podem nascer dentro da escola pública”, afirma.

A presença da escola na competição é resultado de uma metodologia pedagógica voltada à iniciação científica. A proposta incentiva os alunos a identificarem problemas reais da região e transformá-los em pesquisas aplicadas, com desenvolvimento de protótipos e soluções tecnológicas. Além disso, os estudantes são estimulados a participar de feiras científicas desde o ensino médio, ampliando o contato com o universo da pesquisa.













































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