O sorriso tímido ao reconhecer pela primeira vez uma letra escrita no caderno, o esforço em formar palavras simples e a alegria de escrever o próprio nome. Foi assim que idosos de Oriximiná, no oeste do Pará, viveram a primeira semana de aulas do Projeto de Alfabetização para Idosos (PAI). As atividades acontecem duas vezes por semana, sempre às terças e quintas-feiras, nos CRAS Cidade Nova e São Pedro. São duas horas de aulas e mais uma hora de acompanhamento individual, para atender cada aluno no seu ritmo de aprendizado.

Durante os primeiros encontros, os participantes tiveram contato com vogais, consoantes, letras de imprensa e cursivas, além de exercícios de escrita do próprio nome. Um dos recursos aplicados tem sido o uso do tracejado, técnica que auxilia no desenvolvimento da coordenação motora fina, no controle dos movimentos das mãos e na percepção visual.

Nas salas, as cenas se repetem: professores e técnicos sentados lado a lado com os idosos, ajudando a segurar o lápis, explicando pacientemente cada exercício. Uns arriscam as primeiras palavras, outros se dedicam a reconhecer as letras do alfabeto. Mais do que lições de sala de aula, o projeto se tornou um espaço de convivência, acolhimento e troca de experiências.

O PAI é desenvolvido de forma integrada pelas Secretarias Municipais de Assistência Social e de Educação, com apoio de equipes técnicas especializadas. Segundo a coordenação, a proposta é oferecer oportunidades de aprendizado e promover a autonomia e a cidadania de quem não teve acesso à educação em idade regular.

Em apenas uma semana, os avanços já são visíveis, tanto na escrita quanto na autoestima dos alunos. “Nunca é tarde para aprender”, resume uma das professoras envolvidas no projeto, ao destacar o entusiasmo e a dedicação da turma.















































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