A Prefeitura de Oriximiná, no oeste do Pará, por meio da Secretaria Municipal de Saúde comunicou nesta sexta-feira 26, que apura o caso de uma funcionária, que trabalha na emergência do Hospital Municipal e suspostamente negou atendimento à um paciente. O fato aconteceu na última quarta-feira 24, quando um jovem de 20 anos, portador de doença crônica chegou na unidade hospitalar com dores.
De acordo com informações, a técnica ao recepcionar o paciente, disse que o mesmo estaria fingindo dor e que mentia sobre as dores naquele momento. Segundo relatos, a ação foi presenciada por outras pessoas, deixando o paciente desnorteado e com a piora de seu estado clínico. Na oportunidade o médico juntamente com outra técnica plantonista retirou o paciente e o levando para ser atendido.
Com exclusividade, a produção do Hoje em Pauta, teve acesso ao laudo médico do paciente. O jovem de 20 anos, que vamos preservar a sua identidade, possui histórico de dor muscular difusa de forte intensidade, incapacitante, principalmente nos músculos paravertebrais, panturrilhas e parede abdominal desde julho 2018.

As crises vêm se intensificando, ocorrendo contratura dolorosa, sem resposta aos medicamentos analgésicos, piorando com frio e esforço e palpação muscular. Durante as crises vai ao pronto-socorro em busca de analgésicos potentes, inclusive usando morfina.
Segundo o documento, um exame neurológico revelou fraqueza de grau 4 nas mãos e fenômeno miotonico doloroso. CPK pouco elevada. Eletroneuromiografia confirmou padrão miopático comprometendo músculos proximais dos membros superiores e ileopsoas. As crises do paciente são frequentes e muitas vezes recorre a analgésicos injetáveis. Incapaz para o trabalho remunerado.
Baseado nesse contexto, o advogado Junior Fernandes, Membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/DF, ao saber do caso informou que irá protocolar queixa formal na Comissão de Direitos Humanos da OAB Subseção de Óbidos. “A Atuação jocosa dos profissionais em relação ao paciente que sentia dor extrema, que sofre de comorbidade crônica é um ataque a dignidade da Pessoa Humana, fato esse, que será levado as autoridades competentes para que apurem o fato ocorrido, levando os “responsáveis” a se explicarem o por que deixaram de prestar atendimento de maneira ética ao paciente que sentia dor crônica, violando diretamente a Lei do SUS e a própria constituição federal em seu Art. 196”, disse.
O que diz a Prefeitura?
Em contato com a assessoria de Comunicação, a Prefeitura Municipal de Oriximiná informou que ao ter conhecimento do fato imediatamente abriu investigação para apurar o caso. “A Secretária de Saúde pediu investigação sobre o caso, mas não podemos expor ninguém. A prefeitura não é responsável pela ação isolada de uma funcionária. Em qualquer situação de atendimento inadequado, a Secretaria de Saúde apura os fatos e determina as sanções previstas”, informa.
O governo local afirmou que orienta o funcionalismo a exercer suas respectivas funções, fazendo com que todos que necessitarem a receber apoio médico tenham qualidade e excelência no atendimento “A Secretaria de Saúde zela pelo bom atendimento hospitalar e administrativo e espera que todos os servidores de seu quadro cumpram as determinações de receberem os usuários com humanidade e profissionalismo”, finaliza a nota.















































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