Neste domingo 29, imagens do rio Mapuera, em Oriximiná, oeste do Pará, começaram a circular em rede social e chamaram a atenção para a cor da água, que esta barrenta e turva. Os índios denunciam que a poluição seja causadas por supostas atividades de garimpo ilegal nos territórios indígenas.
Fotos e vídeos divulgados pelos próprios índios, mostram peixes sendo retirados mortos da água. A população indígena ainda reclama que estão sem água para consumo. Em um perfil no Facebook, lideranças da etnia Wai Wai, divulgaram uma nota informando sobre a problemática. “Nós população indígenas, Wai Wai do Rio mapuera/Nhamundá/Mapuera, estão sofrendo com a poluição do Rio, peixes morrendo. Primeira vez que o rio fica desse jeito, não é por causa de enchente, deve ser quebra de barragem e já esta prejudicando os povos wai wai. É muito preocupante para povo”.

Uma equipe de fiscais esteve vistoriando juntamente com os indígenas, locais que estão sendo afetados pela mancha alaranjada, suja no Rio Mapuera, afluente do Rio Trombetas. A Associação dos Povos Indígenas Trombetas/Mapuera – APITMA, também emitiu uma nota em relação as imagens. “Hoje recebemos imagens e vídeos do rio Mapuera muito barrento e turvo. Não conseguimos saber como esse nosso rio, sempre verde e limpo, ficou assim. Por isso que convocamos a Funai, ICMBio, MPF, MPPA e IBMA para auxiliarem na investigação das causas. Por que o rio Mapuera ficou barrento? É garimpo? É erosão? É construção ilegal? Nossos povos estão sem peixe para comer e água para beber! É urgente que as autoridades nós auxiliem. Para que nossa vida retome com o banho e pesca no Rio Mapuera”.
Segundo a Prefeitura Municipal de Oriximiná, a Secretaria de Meio Ambiente de Oriximiná, já acionou o Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público Federal (MPF), ICMBIO, IBAMA e Polícia Federal (PF).














































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