O Governo Municipal de Óbidos, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), intensificou nas últimas semanas as ações de combate às queimadas na zona urbana. A medida foi adotada diante do aumento expressivo dos focos de incêndio, que têm colocado em risco a saúde da população e a qualidade do ar.

As equipes de fiscalização realizam ações itinerantes, percorrendo bairros com maior incidência de queimadas, como quintais, terrenos baldios e áreas próximas ao espaço de descarte de resíduos mantido pela Secretaria Municipal de Saneamento, Urbanismo e Infraestrutura (Seurbi), no bairro Perpétuo Socorro. O trabalho prioriza a orientação dos moradores flagrados queimando lixo doméstico ou restos de galhos e folhas, com foco na educação ambiental para inibir a prática.

Segundo o fiscal ambiental Adalberto Silva, coordenador da operação, a abordagem busca conscientizar sobre os danos causados pelas queimadas. “Às vezes, a gente chega num local, a pessoa diz que é apenas um fogo pequeno no quintal ou no lado de casa. Nesses casos, nós repassamos a orientação do problema que isso causa e orientamos que seja apagada de forma imediata aquelas chamas, sem precisar fazer a atuação”, explicou o fiscal ambiental Adalberto Silva, que coordena a operação.
Aumento de denúncias
De janeiro a julho de 2025, a Sema registrou 42 denúncias de queimadas em bairros de Óbidos. Só o bairro Perpétuo Socorro concentrou 30 registros; no Bela Vista foram 8 e no São Francisco, 4. Somente em julho, o Disque Denúncia Ambiental recebeu 27 ligações.
Além dos focos domésticos, a secretaria tem enfrentado queimadas criminosas de grandes proporções, especialmente em áreas de mata próximas à cidade e no lixão municipal. Essas ocorrências, muitas vezes registradas à noite, têm provocado picos críticos de poluição do ar.

Na última quarta-feira (6), uma área de mata no bairro Bela Vista, próxima ao campo do Vila Nova, foi consumida pelas chamas, a poucos metros de residências. “Nós nos deparamos com esse tipo de situação. Isso aqui não é uma área rural, está dentro da área urbana do município, num exemplo claro de crime ambiental, previsto na Lei 9.605 de 1998, e essa infração é grave. A multa vai de 850 unidades fiscais [valor de referência utilizado para padronizar o cálculo de tributos], que dá em torno de doze a treze mil reais de multa. Vamos fazer o mapeamento com o GPS e vamos ficar monitorando essa área para tentar identificar os responsáveis e, nesse caso, sim, aplicar as sanções cabíveis”, disse Adalberto.
Regulamentação e canais de denúncia
A realização de queimadas em propriedades rurais só é permitida com autorização emitida pela Sema, que avalia as condições e os riscos da atividade. Na área urbana, a prática é proibida. Moradores que presenciarem queimadas podem denunciar pelo Disque Denúncia Ambiental, no telefone (93) 99151-6576.
Com Informações de Érique Figueirêdo













































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